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Contabilidade Geral e Avançada para AFRFB resolvida por Bernardo ChermanContabilidade Geral e Avançada para AFRFB resolvida por Bernardo Cherman

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Bernardo Cherman
por professor Bernardo Cherman
(24/01/2010)

1. O Conselho Federal de Contabilidade, considerando que a evolução ocorrida na área da Ciência Contábil reclamava a atualização substantiva e adjetiva de seus princípios, editou, em 29 de dezembro de 1993, a Resolução 750, dispondo sobre eles. Sobre o assunto, abaixo estão escritas cinco frases.

Assinale a opção que indica uma afirmativa falsa.

(A) A observância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade é obrigatória no exercício da profissão e constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC).

(B) Os Princípios Fundamentais de Contabilidade, por representarem a essência das doutrinas e teorias relativas à Ciência da Contabilidade, a ela dizem respeito no seu sentido mais amplo de ciência social, cujo objeto é o patrimônio das Entidades.

(C) O Princípio da entidade reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial e a desnecessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes.

(D) O patrimônio pertence à entidade, mas a recíproca não é verdadeira. A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova entidade, mas numa unidade de natureza econômico-contábil.

(E) São Princípios Fundamentais de Contabilidade: o da entidade; o da continuidade; o da oportunidade; o do registro pelo valor original; o da atualização monetária; o da competência e o da prudência.

Comentários

A questão, sobre os Princípios Contábeis, é resolvida com base na Resolução CFC 750/93. As afirmativas são simples cópias da resolução.

Alternativa a: Correta. Cópia do art. 1°, § 1°.

Alternativa b: Correta. Cópia do art. 2°.

Alternativa c: Errado. Nos termos do art. 4° da Resolução: O Princípio da entidade reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial e a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes.

Alternativa d: Correta. Cópia do parágrafo único do art. 4°.

Alternativa e: Correta. Cópia do art. 3°.

Resposta: C

2. Observando o patrimônio da empresa Constituída S.A. e as transações realizadas, encontramos, em primeiro lugar, os seguintes dados contabilizados:

Capital registrado na junta comercial

40.000,00

Dinheiro guardado em espécie

5.500,00

Um débito em duplicatas com GM

7.500,00

Um crédito em duplicatas com as lojas Sá

10.500,00

Um Vectra GM do uso próprio

35.000,00

Lucros de períodos anteriores

3.500,00

Em seguida, constatamos o pagamento de R$ 3.000,00 da dívida existente, com descontos de 10%; e a contratação de empréstimo bancário de R$ 6.500,00, incidindo encargos de 4%, com a emissão de notas promissórias.

Classificando contabilmente os componentes desse patrimônio e considerando as variações provocadas pelas duas transações do exemplo, pode-se dizer que os saldos daí decorrentes, no fim do período, serão devedores e credores de:

(A) R$ 51.000,00.

(B) R$ 54.540,00.

(C) R$ 60.460,00.

(D) R$ 60.500,00.

(E) R$ 61.060,00.

Comentários

A questão nos pede o balancete de verificação para apuração dos saldos devedores e credores. Pode ser resolvida também através do Balanço Patrimonial, já que não há contas retificadoras. O cuidado a ser tomado é a classificação do “débito em duplicatas com GM”, representando uma obrigação (passivo) e “crédito em duplicatas com as lojas Sá”, representando um direito (ativo). O examinador, apaixonado por carros da GM, com especial amor ao Vectra, quis complicar a nomenclatura, já que a questão é de simples resolução, apesar de um pouco trabalhosa. Inicialmente, vamos fazer os lançamentos de ajuste para depois elaborarmos o balancete.

Pagamento de R$ 3.000,00 da dívida com desconto de 10%:

D – Duplicatas da GM ...................... 3.0000,00

C – Descontos Ativos (ARE) .............. 300,00

C – Dinheiro .........................................2.700,00

A conta Descontos Ativos é representativa de uma receita, também conhecida como Descontos Obtidos ou Descontos Obtidos.

Contratação de Empréstimo Bancário de R$ 6.500,00, com encargos de 4%:

D – Dinheiro ..................................... 6.240,00

D – Despesas Bancárias (ARE) .... 260,00 (4% x 6.500)

C – Empréstimos Bancários ............6.500,00

Para elaborarmos o balancete devemos calcular antes o saldo das contas Dinheiro, Duplicatas da GM e ARE.

Dinheiro: 5.500,00 (saldo inicial) - 2.700,00 (pagamento da dívida) + 6.240,00 (recebimento do empréstimo) = 9.040,00 (devedor)

Duplicatas GM: 7.500,00 (saldo inicial) – 3.000,00 (pagamento) = 4.500,00 (credor)

ARE: 300,00 – 260,00 = 40,00 (credor)

Elaborando o balancete:

Devedor

Credor

Capital Registrado

40.000,00

Dinheiro

9.040,00

Duplicatas GM

4.500,00

Duplicatas das Lojas Sá

10.500,00

Vectra

35.000,00

Lucros de períodos anteriores

3.500,00

Empréstimos Bancários

6.500,00

ARE

40,00

54.540,00

54.540,00

Resposta: B

3. Considere o exemplo da Chácara Caçula. Ela possui 1.000 frangos de corte para revender. Quatrocentos deles foram comprados de João Batista e ainda não foram pagos. Trezentos desses frangos já foram entregues ao José Maria, mediante uma transação de venda realizada a prazo, em que o preço unitário foi nove reais e o imposto foi de 10%.

A atividade empresarial é exercida em instalações próprias, mas o equipamento é alugado de terceiros.

Na avaliação monetária dessa chácara temos que:

1. as instalações físicas valem R$ 10.000,00;

2. os equipamentos valem R$ 5.000,00;

3. o aluguel mensal dos equipamentos é de R$ 300,00;

4. o salário mensal do caseiro é de dois salários-mínimos;

5. os frangos custaram R$ 8,00 por unidade, isentos de impostos.

Calculando-se o patrimônio final dessa entidade, com base nas informações prestadas, certamente, no início do ano se encontrará um:

(A) patrimônio líquido de R$ 13.600,00.

(B) patrimônio líquido de R$ 14.800,00.

(C) passivo exigível de R$ 3.200,00.

(D) patrimônio bruto de R$ 18.300,00.

(E) patrimônio bruto de R$ 23.300,00.

Comentários

O examinador, que gosta de Vectra e de comer frango assado (ou galeto), quer que elaboremos o Balanço Patrimonial. Não há necessidade de subdivisão do Balanço (circulante, não circulante, etc.), já que das alternativas constam os valores dos grupos.

Há ainda uma certa “impropriedade gramatical” no enunciado. O examinador deveria estar comendo frango assado quando estava elaborando a questão e deixou passar um probleminha: Há 1.000 frangos para revenda (hoje) e 300 já foram entregues (então devia haver 1.300 frangos e não 1.000).

Vamos supor, para a resolução da questão que havia 1.000 frangos e 300 foram entregues, restando 700 em estoque de frangos.

Fazendo os cálculos iniciais:

Estoque Inicial de frangos: 1000 frangos x R$ 8,00 = R$ 8.000,00

(-) Venda de 300 frangos (300 frangos x R$ 8,00) = (R$ 2.400,00)

(=) Estoque Final de frangos = R$ 5.600,00

Venda a prazo a José Maria:

300 frangos x R$ 9,00 = R$ 2.700,00

Impostos a Pagar = R$ 2.700,00 x 10% = R$ 270,00

Não vamos calcular o lucro da operação, pois que podemos calcular o PL somente com as contas patrimoniais (A = P + PL)

Frangos a pagar: 400 frangos x R$ 8,00 = R$ 3.200,00

Balanço

Ativo

Passivo

Estoque de Frangos

5.600

Frangos a Pagar

3.200

Valor a Receber

2.700

Imposto a Recolher

270

Aluguel de Equipamento

300

Instalações

10.0000

Salário Caseiro a pagar

930

 

PL

Assim temos:

Ativo (patrimônio bruto) = 18.300,00

Passivo = 4.700,00

PL (A – P) = 13.600,00

Com essas considerações temos duas respostas: Alternativa “a” (PL de R$ 13.600,00) e alternativa “d” (patrimônio bruto de R$ 18.300,00).

Como a questão não apresenta uma única alternativa correta, podemos tentar outro caminho. Nos termos do art. 179, IV da Lei 6404/76, com as últimas alterações (Lei 11.638/07), serão classificados

IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens;

A questão não especifica, entretanto, podemos considerar que os equipamentos se enquadrem nesse dispositivo de lei. É apenas uma abstração já que não há indícios na questão. Assim, podemos registrar os equipamentos no ativo. Obviamente há que se fazer também um ajuste no passivo da empresa com o mesmo valor, pois o equipamento não gera nenhum ganho. O Balanço ficaria assim representado:

Ativo

Passivo

Estoque de Frangos

5.600

Frangos a Pagar

3.200

Valor a Receber

2.700

Imposto a Recolher

270

Aluguel de Equipamento

300

Instalações

10.000

Salário Caseiro a pagar

930

Equipamentos

5.000

Ajuste

5.000

PL

Assim temos:

Ativo = 23.300

Passivo = 9.700

PL = 13.600

Com essas considerações temos, outra vez, duas respostas: Alternativa “a” (PL de R$ 13.600,00) e alternativa “e” (patrimônio bruto de R$ 23.600,00).

A questão não apresenta uma única resposta. Deveria ser anulada, entretanto, não foi. O gabarito oficial trazia como resposta a alternativa “a”. Depois dos recursos, o gabarito apontava como resposta a alternativa “d”.

Concluímos que não se devem comer galetos dentro de um Vectra.

Resposta: D (gabarito oficial)

4. A firma comercial Alvorada Mineira Ltda. adquiriu um bem de uso por R$ 6.000,00, pagando uma entrada de 25% em dinheiro e financiando o restante em três parcelas mensais e iguais. A operação foi tributada com ICMS de 12%.

Ao ser contabilizada a operação acima, o patrimônio da firma Alvorada evidenciará um aumento no ativo no valor de:

(A) R$ 6.720,00.

(B) R$ 4.500,00.

(C) R$ 5.220,00.

(D) R$ 5.280,00.

(E) R$ 3.780,00.

Comentários

Questão de uma simplicidade franciscana, bastando fazer o lançamento.

Valor da entrada: 6.000,00 x 25% = 1.500,00

Valor a ser financiado: 6.000,00 – 1.500,00 = 4.500,00

Valor do ICMS a Recuperar: 6.000,00 x 12% = 720,00

Valor do Bem: 6.000,00 – 720,00 = 5.280,00

Lançamento:

D – Bem de Uso ........................... 5.280,00

D – ICMS a Recuperar ................ 720,00

C – Caixa .................................... 1.500,00

C – Contas a Pagar .................... 4.500,00

Observe que há 3 contas do ativo no lançamento. Logo, o ativo aumentou:

5.280,00 + 720,00 – 1.500,00 = 4.500,00

Resposta: B

5. Exemplificamos, abaixo, os dados contábeis colhidos no fim do período de gestão de determinada entidade econômico-administrativa:

Dinheiro Existente

200,00

Dívidas Diversas

730,00

Rendas Obtidas

680,00

Mobília

600,00

Consumo Efetuado

240,00

Capital Registrado

650,00

Máquinas

400,00

Contas a Receber

540,00

Empréstimos Bancários

500,00

Contas a Pagar

700,00

Automóveis

800,00

Casa Construída

480,00

Segundo a Teoria Personalística das Contas e com base nas informações contábeis acima, pode-se dizer que, neste patrimônio, está sob responsabilidade dos agentes consignatários o valor de:

(A) R$ 1.930,00.

(B) R$ 3.130,00.

(C) R$ 2.330,00.

(D) R$ 3.020,00.

(E) R$ 2.480,00.

Comentários

De acordo com a Teoria Personalística, as contas são divididas em:

- contas dos proprietários (PL, despesas e receitas);

- contas dos agentes consignatários (contas do ativo, geralmente corpóreos) e

- contas dos agentes correspondentes (representativas de direitos e obrigações.

A questão nos pede o valor das contas dos agentes consignatários, bastando apenas separar as contas do ativo:

Dinheiro

200,00

Mobília

600,00

Máquinas

400,00

Automóveis

800,00

Casa

480,00

Total

2.480,00

Resposta: E

6. A quitação de títulos com incidência de juros ou outros encargos deve ser contabilizada em lançamentos de segunda ou de terceira fórmulas, conforme o caso, pois envolve, ao mesmo tempo, contas patrimoniais e de resultado.

Especificamente, o recebimento de duplicatas, com incidência de juros, deve ter o seguinte lançamento contábil:

(A) débito de duplicatas e de juros e crédito de caixa.

(B) débito de duplicatas e crédito de caixa e de juros.

(C) débito de caixa e crédito de duplicatas e de juros.

(D) débito de caixa e de duplicatas e crédito de juros.

(E) débito de juros e de caixa e crédito de duplicatas.

Comentários

Mais uma questão “santa”, de uma simplicidade franciscana. Essa até o cachorro lá de casa acerta. É o “bêaba”, aliás, “aaa” da contabilidade. Basta fazer o lançamento:

D – Caixa

C – Juros Ativos

C – Duplicatas a Receber

Lançamento de 2ª fórmula (uma conta debitada e mais de uma creditada).

Resposta: C

7. A firma Comercial de Produtos Frutíferos Ltda., que encerra seu exercício social no último dia do ano civil, contabilizou por duas vezes o mesmo fato contábil em 31/10/2008, caracterizando o erro de escrituração conhecido como duplicidade de lançamento. Esse erro só foi constatado no exercício seguinte.

Os lançamentos foram feitos a débito de conta do resultado e a crédito de conta do passivo circulante. Em face dessa ocorrência, pode-se dizer que, no balanço patrimonial de 31/12/2008:

(A) a situação líquida da empresa foi superavaliada.

(B) o ativo circulante da empresa foi subavaliado.

(C) o passivo circulante da empresa apresentou uma redução indevida.

(D) o patrimônio líquido da empresa apresentou uma redução indevida.

(E) a situação líquida da empresa não foi afetada.

Comentários

Mais uma questão básica de Contabilidade. O lançamento efetuado pela Comercial de Produtos Frutíferos LTDA, onde o examinador compra frutas para sobremesa (depois de comer o frango frito) é:

D – ARE (conta de despesa debitada: diminui o resultado do exercício)

C – Passivo (passivo creditado aumenta as obrigações)

Tal lançamento faz com que o resultado do exercício (situação líquida, PL) fique subavaliado no final do ano e o passivo superavaliado (conta do passivo creditada aumenta seu saldo e conta de resultado – ARE, debitada, representa uma despesa).

Resposta: D

8. A empresa Revendedora S.A. alienou dois veículos de sua frota de uso, por R$ 29.000,00, a vista. O primeiro desses carros já era da empresa desde 2005, tendo entrado no balanço de 2007 com saldo de R$ 25.000,00 e depreciação acumulada de 55%. O segundo veículo foi comprado em primeiro de abril de 2008 por R$ 10.000,00, não tendo participado do balanço do referido ano de 2007. A empresa atualiza o desgaste de seus bens de uso em períodos mensais.

Em 30 de setembro de 2008, quando esses veículos foram vendidos, a empresa registrou seus ganhos ou perdas de capital com o seguinte lançamento de fórmula complexa:

(A)

Diversos

a Diversos

Caixa

29.000

Perda de Capital

6.000

35.000

a Veículo “A”

25.000

a Veículo “B”

10.000

35.000


(B)

Diversos

a Diversos

Caixa

29.000

Depreciação Acumulada

18.500

47.500

a Veículos

35.000

a Ganhos de Capital

12.500

47.500


(C)

Diversos

a Diversos

Caixa

29.000

Depreciação Acumulada

17.500

46.500

a Veículos

35.000

a Ganhos de Capital

11.500

46.500


(D)

Diversos

a Diversos

Caixa

29.000

Depreciação Acumulada

13.750

42.750

a Veículos

35.000

a Ganhos de Capital

7.750

42.750


(E)

Diversos

a Diversos

Caixa

29.000

Depreciação Acumulada

19.000

48.000

a Veículos

35.000

a Ganhos de Capital

13.000

48.000

Comentários

Inicialmente, vamos calcular o custo de cada veículo. Vamos considerar uma taxa de depreciação de 20% ao ano (5 anos de vida útil), que corresponde a 60 meses.

Veículo 1

Em 31/12/2007 apresentava os seguintes valores:

Veículo

25.000

Depreciação Acumulada (55% x 25.000)

13.750

A depreciação mensal alcança:

25.000/60 = 416,66 (depreciação mensal)

Em 9 meses o veículo vai sofrer uma depreciação de:

416,66 x 9 = 3.750

Em 30/09/2008 o veículo apresentará o seguinte valor contábil:

Veículo

25.000

(-) Depreciação Acumulada (13.750 + 3.750)

(17.500)

(=) Valor Contábil

7.500

Veículo 2

Seguindo o mesmo raciocínio:

10.000/10 = 1.000 (depreciação mensal)

Em 6 meses:

1.000 x 6 = 6.000

Em 30/09/2008, apresentará o seguinte valor contábil:

Veículo

10.000

(-) Depreciação Acumulada

(1.000)

(=) Valor Contábil

9.000

Assim, temos:

Total da Depreciação Acumulada: 17.500 + 1.000 = 18.500

Custo total dos dois veículos: 7.500 + 9.000 = 16.500

Valor dos veículos (sem depreciação) = 35.000 (25.000 + 10.000)

Os lançamentos de 1ª fórmula seriam:

D – Caixa

C – Receita de Vendas de Veículos .........................29.000

D – Depreciação Acumulada

C – Veículo...............................................................18.500

D – Custo do Veículo Vendido

C – Veículo ............................................................16.500

Elaborando apenas um lançamento, considerando que o ganho de capital é de 12.500 (29.000 – 16.500):

D – Caixa ........................................................29.000

D – Depreciação Acumulada ..........................18.500

C – Veículos ....................................................35.000

C – Ganho de Capital ......................................12.500

Resposta: B

9. No balanço patrimonial encerrado em 31/12/2007, a empresa Previdente S.A. apresentava a conta Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa com saldo de R$ 13.200,00. Durante o ano de 2008 a empresa baixou créditos incobráveis no valor de R$ 7.000,00 e teve comprovada a experiência de perdas no recebimento de créditos, ocorrida nos últimos três anos, em média de 4%.

Em 31/12/2008, data de encerramento do exercício social, a empresa tinha créditos a receber no valor de R$ 180.000,00, dos quais R$ 20.000,00 eram devidos por uma firma que abriu concordata, conseguindo um acordo judicial à base de 68%. Ao contabilizar uma nova provisão no exercício de 2008, o contador deverá constituir para o balanço um saldo de

(A) R$ 12.800,00.

(B) R$ 5.800,00.

(C) R$ 7.200,00.

(D) R$ 6.000,00.

(E) R$ 19.600,00.

Comentários

Esta questão deveria ser anulada por uma série de razões. A primeira é que não existe mais concordata. A segunda, e mais importante, é que não encontramos resposta. A resolução a seguir é restrita a aspectos contábeis, pois a prova não é de imposto de renda e sim de contabilidade. Vale lembrar o § 2º do art. 177 da Lei 6404/76 com as alterações introduzidas pela MP 449/2008:

§ 2o A companhia observará exclusivamente em livros ou registros auxiliares, sem qualquer modificação da escrituração mercantil e das demonstrações reguladas nesta Lei, as disposições da lei tributária, ou de legislação especial sobre a atividade que constitui seu objeto, que prescrevam, conduzam ou incentivem a utilização de métodos ou critérios contábeis diferentes ou determinem registros, lançamentos ou ajustes ou a elaboração de outras demonstrações financeiras

Voltando à questão, em 31/12/2007 temos a seguinte situação:

Saldo Inicial da PDD

13.200

(-) Baixa de créditos incobráveis

(7.000)

(=) Saldo final da PDD

6.200

Em 31/12/2008, temos um crédito de R$180.000,00 a receber e as perdas médias é de 4%. O valor da provisão é calculado aplicando o percentual de perdas sobre o saldo de duplicatas a receber:

180.000 x 4% = 7.200

Logo, o saldo da provisão no final de 2008 deve apresentar um saldo de R$ 7.200,00. Esse saldo pode ser alcançado mediante a complementação do saldo anterior ou pela reversão e constituição. Para o problema, isso não importa.

Acontece que há uma perda comprovada de 32% (100% - 68%). Logo, o saldo da provisão passa a ser de:

Saldo da PDD

7.200

(-) Perda comprovada (32% x 20.000)

(6.400)

Novo saldo da PDD

800

Para se chegar ao saldo de 7.200, deveria ser complementado o valor da perda, isto é, 6.400. Acontece que não há essa resposta. O valor que mais se aproxima é o do gabarito oficial (d). O examinador deve ter tido uma indigestão ao elaborar a questão.

Resposta: D

10. A diminuição do valor dos elementos do ativo será registrada periodicamente nas contas de:

(A) provisão para perdas prováveis, quando corresponder à perda por ajuste ao valor provável de realização, quando este for inferior.

(B) depreciação, quando corresponder à perda do valor de capital aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial.

(C) exaustão, quando corresponder à perda de valor dos direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da

natureza ou obsolescência.

(D) provisão para ajuste ao valor de mercado, quando corresponder à perda pelo ajuste do custo de aquisição ao valor de mercado, quando este for superior.

(E) amortização, quando corresponder à perda de valor, decorrente da exploração de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração.

Comentários

A questão refere-se ao art. 183 da Lei 6304/76. Analisando as afirmativas:

Alternativa a: Correta. Quando o ativo estiver avaliado pelo valor inferior ao de realização (ex: venda) há que se constituir uma provisão para perda. É decorrente do famoso jargão contábil para elementos do ativo: custo ou mercado, dos dois o menor. Se o valor de venda (realização) for inferior ao valor contábil devemos constituir a provisão.

Alternativa b: Errada. A perda do valor de capital aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial é registrada através da amortização e não depreciação.

Alternativa c: Errada. A perda de valor dos direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência é registrada por depreciação e não exaustão.

Alternativa d: Errada. Afirmativa parecida com a da alternativa “a”. Devemos constituir a provisão para ajuste ao valor de mercado, quando corresponder à perda pelo ajuste do custo de aquisição ao valor de mercado, quando este for inferior (e não superior)

Alternativa e: Errada. A perda de valor, decorrente da exploração de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração é registrada por meio da exaustão (e não amortização).

Resposta: A

Continua na próxima página...


Aproveite para conhecer o e-livro com 301 questões resolvidas e comentadas de Contabilidade do professor Bernardo Cherman, Coletânea Resolvida de Contabilidade 2009.

  1. Questões 1 a 10
  2. Questões 11 a 20
Bernardo Cherman

Sobre o autor

Bernardo ChermanBernardo Cherman

Professor de Contabilidade Geral, Contabilidade de Custos, Análise de Balanços, Auditoria e Contabilidade Avançada em diversos cursos preparatórios para concursos públicos. leia mais 

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